A equipe de negociação do Irã, chefiada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, chegou à capital paquistanesa, Islamabad, nesta sexta-feira (10), para participar das negociações com os EUA, agendadas para sábado (11).
Junto a Ghalibaf, encontram-se o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi; o secretário do Conselho de Defesa, Ali Akbar Ahmadian; o presidente do Banco Central, Abdolnaser Hemmati; e vários parlamentares.
Segundo a mídia iraniana, a delegação é composta por comitês de assuntos de segurança, políticos, militares, econômicos e jurídicos. Além disso, detalha-se que as conversas começarão se a parte norte-americana aceitar as condições anunciadas previamente por Teerã.
O Paquistão mediou um cessar-fogo de duas semanas, acordado nesta terça-feira (7), por Washington e Teerã. No entanto, existem exigências conflitantes entre ambas as nações sobre um acordo de paz de longo prazo, enquanto surgem dúvidas sobre a solidez da trégua vigente.
A reunião das delegações norte-americana e iraniana será realizada em meio à escalada de tensões no Oriente Médio pelos ataques de Israel contra o Líbano.
Sob a justificativa de que seus ataques foram direcionados contra centros do movimento libanês Hezbollah, Tel Aviv deixou centenas de mortos e feridos em diferentes partes do país.
- Na terça-feira (8), EUA e Irã acordaram uma trégua de duas semanas e decidiram reabrir o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo.
- No entanto, a via marítima permanece fechada de fato desde o anúncio, com registros de violações do cessar-fogo por parte de Israel, que lançou ataques intensos contra o Líbano. Donald Trump afirmou que o país não foi incluído no acordo, o que contradiz declarações de Teerã e do Paquistão, que mediou as negociações.
- Após o anúncio da trégua, União Europeia, França, Itália, Alemanha, Dinamarca, Países Baixos, Reino Unido, Canadá e Japão divulgaram um comunicado conjunto no qual se comprometeram a "contribuir para garantir a liberdade de navegação no estreito de Ormuz".