
Rússia: 'Tarefa central no Oriente Médio é cessar completamente guerra conduzida por EUA e Israel'

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgou, nesta sexta-feira (10), uma nota que elogia a janela de oportunidade aberta no Paquistão para resolver a "complexa situação na região do Golfo Pérsico" por meio de negociações.
"A tarefa central é eliminar a causa fundamental do conflito devastador na região, ou seja, o cessar completo da guerra conduzida por EUA e Israel", afirma o texto da chancelaria russa.
Moscou colocou como ponto central o fim das hostilidades gerais no Golfo, apontando que "os ataques com mísseis e bombas (de Israel) contra o Líbano devem ser interrompidos sem demora".
A diplomacia russa também apontou, entre as consequências do conflito, os danos sofridos pelos países da península Arábica.

Nas condições atuais, a Rússia defende resolver "as divergências entre os países da região por meios político-diplomáticos", e espera estabelecer cooperação estreita com seus parceiros para contribuir com esforços voltados à paz e à estabilização.
Além disso, Moscou reafirmou sua iniciativa de promover um conceito de segurança no Golfo Pérsico por meio de diálogo entre os Estados árabes litorâneos e a República Islâmica do Irã, com apoio de atores externos "capazes" de contribuir para um equilíbrio de interesses "justo e sustentável".
- Na terça-feira (8),EUA e Irã acordaram uma trégua de duas semanas e decidiram reabrir o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo.
- No entanto, a via marítima permanece fechada de fato desde o anúncio, com registros de violações do cessar-fogo por parte de Israel, que lançou ataques intensos contra o Líbano. Donald Trump afirmou que o país não foi incluído no acordo, o que contradiz declarações de Teerã e do Paquistão, que mediou as negociações.
- Após o anúncio da trégua, União Europeia, França, Itália, Alemanha, Dinamarca, Países Baixos, Reino Unido, Canadá e Japão divulgaram um comunicado conjunto no qual se comprometeram a "contribuir para garantir a liberdade de navegação no estreito de Ormuz".
- Diante de pressões de Trump, que chegou a ameaçar deixar a OTAN devido à recusa de aliados em enviar navios para assegurar o trânsito no estreito, Londres convocou mais de 40 países para avaliar mecanismos diplomáticos e econômicos voltados à reabertura da passagem.
