Governo dos EUA celebra medidas da Argentina contra o Irã

Com a expulsão do encarregado de negócios e a designação do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) como grupo terrorista, Buenos Aires reforçou seu apoio a Washington no conflito.

O Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo dos EUA manifestou, nesta sexta-feira (10), sua gratidão pelas medidas tomadas pelo governo da Argentina em relação ao conflito contra o Irã.

"Sabemos quem são nossos amigos", escreveu o Escritório ligado ao Departamento de Estado dos EUA, em uma publicação no X.

"Em um momento crucial do conflito, a Argentina tomou a corajosa iniciativa de designar [como terrorista] o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica e expulsar o representante do Irã na Argentina, Mohsen Soltani Tehrani", declarou o órgão.

Buenos Aires declarou a Guarda Revolucionária iraniana como "organização terrorista" em 31 de março, com base em dois ataques contra organizações judaicas em Buenos Aires, em 1992 e 1994, cuja autoria o país atribui ao grupo armado libanês Hezbollah.

Por sua vez, o Irã condenou "nos termos mais veementes" a decisão do país sul-americano. O texto classificou a medida como um "insulto imperdoável" ao povo iraniano e a vinculou ao que descreve como um alinhamento automático do governo de Javier Milei com a ofensiva militar de Washington e da "entidade sionista".

O Ministério das Relações Exteriores argentino também declarou, em 2 de abril, o encarregado de negócios da Embaixada do Irã, Mohsen Soltani Tehrani, como "persona non grata" e deu um prazo de 48 horas para que ele deixasse o país.

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