A Tucker Carlson Network, comandada por Tucker Carlson, divulgou nesta sexta-feira (10) um comunicado em meio ao embate público entre o jornalista e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em torno da agressão ao Irã. No texto, a rede afirma haver um "histórico documentado de chantagem [de Israel] contra presidentes dos EUA".
"Talvez o exemplo mais chocante tenha ocorrido nos anos 1990, quando Israel utilizou gravações de uma conversa telefônica íntima entre Bill Clinton e Monica Lewinsky como forma de pressionar Clinton a libertar o espião condenado Jonathan Pollard da prisão. Não estamos brincando. Isso realmente aconteceu", lê-se na nota.
Na sequência, o comunicado afirma que Israel tem como "prioridade atual" impedir que Trump ponha fim à agressão conjunta contra o Irã, sugerindo que Tel Aviv poderia recorrer a "contribuições de campanha não declaradas, extorsão, ameaças físicas e até assassinatos" para isso. "Em sua visão de mundo anti-cristã, os fins sempre justificam os meios. Eles não têm problema em destruir vidas", afirma o texto.
Embora o veículo admita não poder afirmar "com certeza" que Trump esteja sendo pressionado por uma chantagem "mais mórbida" do que a de Clinton, sustenta que a mera possibilidade seria suficiente para tirar o sono do atual presidente.
"Ele está enfrentando um nível de pressão suficientemente sombrio para fazê-lo abandonar suas promessas de campanha e se transformar exatamente no tipo de político que uma vez prometeu destruir. Ele não teria deixado isso acontecer a menos que seus interesses pessoais estivessem realmente altos. Esperamos que ele supere isso", conclui a nota.
Entenda richa:
No dia anterior, Trump classificou Tucker e diversos outras personalidades, a quem acusou de adotar posições favoráveis ao Irã, como "perdedores" e "pessoas com baixo coeficiente intelectual".
Na publicação, Trump também defendeu o apoio de sua base política e afirmou que o movimento MAGA respalda sua posição em relação ao Irã. "MAGA está de acordo comigo", escreveu, ao mesmo tempo em que vinculou esse apoio à sua vitória eleitoral, que descreveu como "esmagadora".