
'Saberemos em 24 horas': Trump fala em ação militar se as conversas com o Irã fracassarem

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta sexta-feira (10) sobre uma ação militar caso as conversas com o Irã fracassem em 24 horas. Ele garantiu que os navios de guerra americanos estão sendo equipados com "a melhor munição".
"Saberemos em cerca de 24 horas", disse ao New York Post ao ser questionado sobre as negociações previstas para este sábado (11) com representantes iranianos.
O mandatário acrescentou que o sistema está sendo "reiniciado", enquanto o país norte-americano equipa seus navios de guerra "com as melhores armas já fabricadas, inclusive em um nível superior ao que usamos para alcançar uma aniquilação total".
"E se não chegarmos a um acordo, usaremos esses recursos, e os usaremos com muita eficácia", enfatizou.
O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, partiu rumo à capital paquistanesa, Islamabad, nesta sexta-feira (10) para participar das negociações previstas para este sábado sobre a guerra contra o Irã. Vance ressaltou a disposição de seu país em chegar a um acordo com o Irã se o país persa negociar "de boa-fé".

A delegação iraniana deverá incluir o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, bem como o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.
"Estão lidando com pessoas que não sabemos se dizem a verdade ou não", alertou Trump, assegurando que, perante Washington, "dizem que estão se desfazendo de todas as armas nucleares, que tudo desapareceu, e depois saem na imprensa e dizem: 'Não, gostaríamos de enriquecer o urânio'. Veremos".
Na fronteira do cessar-fogo
- Os EUA e o Irã chegaram a um acordo na terça-feira (7) para um cessar-fogo de duas semanas, após 39 dias seguidos de hostilidades. Poucas horas após o anúncio, as Forças de Defesa de Israel (IDF) fizeram seu maior ataque contra o sul do Líbano e sua capital, Beirute, desde o início da guerra.
- O primeiro-ministro do Paquistão e mediador do acordo, Shehbaz Sharif, afirmou que o cessar-fogo incluía o Líbano, enquanto o gabinete do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, negou a afirmação. O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou que o país estaria excluído do acordo.
- O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz foi novamente interrompido pelas forças iranianas devido aos ataques ao Líbano, provocando uma advertência da Guarda Revolucionária para uma "resposta esmagadora" contra EUA e Israel, que foi reiterada pelo movimento Houthi do Iêmen.
