Usuários do WhatsApp nos EUA entraram com uma ação judicial alegando que a Meta* permitiu o acesso secreto às suas mensagens por funcionários e terceiros, violando a privacidade e a promessa de criptografia,informou o site especializado ClassAction em 1º de abril.
A ação judicial cita relatos recentes de denunciantes a investigadores federais, que afirmaram que funcionários da Meta e do WhatsApp, bem como contratados terceirizados, conseguiam acessar as mensagens dos usuários, apesar do que a empresa alegava.
Os relatos motivaram uma investigação especial por agentes do Departamento de Comércio dos EUA.
De acordo com a denúncia, existe uma "porta dos fundos" no código-fonte do WhatsApp que permite que funcionários da Meta e do WhatsApp, bem como contratados externos, contornem a criptografia para visualizar as mensagens privadas dos usuários.
O processo detalha que, em algum momento entre 2021 e 2022, o WhatsApp contratou centenas de revisores da empresa Accenture para moderar o conteúdo de mensagens supostamente criptografadas.
A ação alega que "assim que uma mensagem de um usuário era sinalizada por potencial fraude, mensagens de vários dias eram enviadas pelo portal para revisão" e que "nomes de usuário e informações de perfil ficavam visíveis para os revisores, juntamente com o conteúdo da mensagem".
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.