O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, revelou novos detalhes da trégua com a Ucrânia "por ocasião do feriado da Páscoa ortodoxa", declarada na quinta-feira (9) pelo presidente russo, Vladimir Putin.
O porta-voz enfatizou a natureza humanitária do cessar-fogo. "O feriado da Páscoa é uma celebração tanto para nosso país quanto para Ucrânia, para os ucranianos e o povo ucraniano; portanto, tem um caráter exclusivamente humanitário", explicou.
Peskov enfatizou que Moscou já declarou em várias ocasiões que o que deseja não é uma trégua temporária, mas uma paz "duradoura e estável", destacando que a paz pode ser alcançada já "hoje mesmo" se o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, "assumir a responsabilidade e tomar a decisão correta".
Putin ordenou um cessar-fogo, no âmbito da operação militar especial, com início às 16h (hora local) do sábado (11) e se estendendo até o final do domingo (12).
Zelensky, por sua vez, afirmou que a Ucrânia declarou "em várias ocasiões" que está pronta para "medidas recíproca".
"Propusemos um cessar-fogo durante as férias da Páscoa deste ano e agiremos em conformidade", escreveu o chefe do regime ucraniano em suas redes sociais.
- No ano passado, apesar de o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, ter aceitado o cessar-fogo durante a Páscoa proposto por Vladimir Putin, os militares ucranianos continuaram atacando posições das tropas russas e instalações civis. Naquele período, a parte russa registrou um total de 4.900 violações do regime de cessar-fogo.