
Panamá se pronuncia sobre apreensão de navios de bandeira panamenha na China

O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, afirmou à imprensa na quinta-feira (9) que seu país não deseja problemas com a China e descartou que as apreensões de navios de bandeira panamenha sejam uma medida de retaliação por parte de Pequim após a perda das concessões portuárias no país centro-americano.
"Talvez queiram intensificar a inspeção dos navios do ponto de vista da segurança marítima", declarou o presidente, ressaltando que esse tipo de inspeção é comum no transporte marítimo internacional, "não apenas nos portos chineses".

Embora tenha admitido que o volume de inspeções está fora do padrão, o presidente afirmou que comparou esses números com os de outros portos, como a Libéria e as Ilhas Marshall, "e eles não estão muito abaixo" dos panamenhos.
"Não nos interessa, como já disse muito antes deste conflito, ter um problema com a China. Não nos interessa", acrescentou.
Mulino detalhou que o Panamá já manifestou sua preocupação às autoridades chinesas e busca verificar os critérios técnicos aplicados para reter e inspecionar esses navios.
Ele indicou que o diretor da Marinha Mercante está no Japão para determinar a "validade [e] o fundamento dessas detenções" já que elas afetam o comércio internacional.
"Não vamos permitir que essas coisas continuem 'ad infinitum'. Pois, mais do que o nome do Panamá, está em jogo o transporte mundial de cargas, que obviamente sai da China em grandes quantidades para o resto do mundo", declarou.
O presidente também expressou o desejo de que a situação "se acalme" e que as relações políticas e comerciais voltem ao normal.
