O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz não retornou à normalidade, apesar do cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos, e está ainda menor do que no auge das tensões, relatou a agência Fars nesta sexta-feira (10).
O acordo, que visava reabrir a via navegável estratégica, não gerou o aumento esperado no tráfego de embarcações. Os proprietários das embarcações preferem permanecer em portos próximos devido à incerteza, à cobertura insuficiente de seguros e à falta de garantias de segurança claras.
Por sua vez, a Al Jazeera indicou que o Irã e a China estão se aproveitando da situação no Estreito de Ormuz para desafiar a influência do dólar americano, em meio às interrupções nesse importante corredor marítimo.
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Navios que desejam transitar pelo Estreito de Ormuz, incluindo petroleiros, devem se coordenar com as forças armadas iranianas para garantir uma passagem segura, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh.
Na fronteira do cessar-fogo
- Os EUA e o Irã chegaram a um acordo na terça-feira (7) para um cessar-fogo de duas semanas, após 39 dias seguidos de hostilidades. Poucas horas após o anúncio, as Forças de Defesa de Israel (IDF) fizeram seu maior ataque contra o sul do Líbano e sua capital, Beirute, desde o início da guerra.
- O primeiro-ministro do Paquistão e mediador do acordo, Shehbaz Sharif, afirmou que o cessar-fogo incluía o Líbano, enquanto o gabinete do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, negou a afirmação. O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou que o país estaria excluído do acordo.
- O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz foi novamente interrompido pelas forças iranianas devido aos ataques ao Líbano, provocando uma advertência da Guarda Revolucionária para uma "resposta esmagadora" contra EUA e Israel, que foi reiterada pelo movimento Houthi do Iêmen.