O grupo libanês Hezbollah comunicou nesta sexta-feira (10) que seus ataques retaliatórios contra Israel continuarão "até que a agressão israelense-americana contra o nosso país e o nosso povo cesse".
"Em defesa do Líbano e de seu povo, e em resposta à violação do cessar-fogo pelo inimigo e aos seus repetidos ataques a aldeias do sul, e após a Resistência [Islâmica] ter respeitado o cessar-fogo enquanto o inimigo não o fez, os mujahidin da Resistência Islâmica atacaram o assentamento de Kiryat Shmona [no Distrito Norte de Israel] com uma saraivada de foguetes às 8h da manhã de sexta-feira, 10 de abril de 2026", observou.
O grupo libanês segue lançando ataques contra posições israelenses em resposta à campanha de bombardeios massivos de Israel, que já deixou centenas de mortos e feridos e continua apesar do cessar-fogo de duas semanas acordado entre os Estados Unidos e o Irã.
Na fronteira do cessar-fogo
- Os EUA e o Irã chegaram a um acordo na terça-feira (7) para um cessar-fogo de duas semanas, após 39 dias seguidos de hostilidades. Poucas horas após o anúncio, as Forças de Defesa de Israel (IDF) fizeram seu maior ataque contra o sul do Líbano e sua capital, Beirute, desde o início da guerra.
- O primeiro-ministro do Paquistão e mediador do acordo, Shehbaz Sharif, afirmou que o cessar-fogo incluía o Líbano, enquanto o gabinete do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, negou a afirmação. O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou que o país estaria excluído do acordo.
- O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz foi novamente interrompido pelas forças iranianas devido aos ataques ao Líbano, provocando uma advertência da Guarda Revolucionária para uma "resposta esmagadora" contra EUA e Israel, que foi reiterada pelo movimento Houthi do Iêmen.