
Reparações e gestão do Estreito de Ormuz: líder supremo do Irã se dirige à nação

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, dirigiu-se à nação persa nesta quinta-feira (9). Ele é filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia da campanha de bombardeios em massa promovida por Washington e Tel Aviv contra Teerã. A data marca o 40º dia da morte do antigo líder iraniano.
"A presença do povo nas ruas deve continuar como tem acontecido nos últimos 40 dias", declarou o líder supremo.
Ele se referiu ao povo como os "verdadeiros vencedores" da guerra imposta pelos Estados Unidos e por Israel, que ele descreveu como "um dos maiores crimes cometidos pelos inimigos do Islã e do Irã".
Ao mesmo tempo, anunciou que a gestão do Estreito de Ormuz passará a um novo nível e exigiu indenização pelas vítimas e pelos danos materiais causados pelos ataques, bem como compensação para os seus veteranos de guerra.

"Nunca desejamos a guerra, nem a procuramos, mas em nenhuma circunstância renunciaremos aos nossos direitos legítimos e, nesse sentido, consideramos que toda a frente de resistência forma um todo unificado", afirmou.
O aiatolá afirmou que Teerã ainda aguarda uma "resposta adequada" dos vizinhos do sul do país para demonstrar sua "fraternidade e boa vontade".
"Digo aos vizinhos do sul do Irã que estão testemunhando um milagre. Portanto, observem atentamente, compreendam claramente, mantenham-se firmes e cuidado com as falsas promessas dos demônios", disse ele, incentivando-os a rejeitar aqueles que "nunca perdem a oportunidade de humilhá-los e explorá-los".
O líder supremo apelou à população para que "se esforce para cuidar uns dos outros", a fim de aliviar as pressões decorrentes da escassez, "uma consequência natural de qualquer guerra". Ele também os incentivou a "proteger seus ouvidos" dos meios de comunicação "apoiados ou alinhados ao inimigo", que não são benevolentes para com o país ou o povo iraniano.
