O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou-se, nesta quinta-feira (9), "muito otimista" sobre um futuro acordo de paz com o Irã, em meio à frágil trégua firmada nesta terça-feira (7).
Em entrevista à NBC News, o mandatário afirmou que os líderes do país persa são "muito mais razoáveis" em reuniões privadas do que em suas declarações à imprensa, e que "estão aceitando o que têm que aceitar". Nesse contexto, advertiu que "se não chegarem a um acordo, vai ser muito doloroso".
Paralelamente, confirmou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, com quem manteve uma conversa telefônica nesta quarta-feira, "vai baixar o tom". Ele ainda afirmou que, de fato, já está "limitando" suas operações no Líbano. "Acho que precisamos ser um pouco mais discretos", disse.
A conversa ocorreu após Netanyahu prometer, em um pronunciamento, continuar "golpeando com força" o grupo xiita libanês Hezbollah. A declaração foi seguida por um ataque israelense mortal contra várias áreas do Líbano.
No entanto, após falar com Trump,o premiê israelense anunciou que ordenou ao seu gabinete iniciar negociações com o Líbano "o mais rápido possível".
- EUA e Israel insistem que o cessar-fogo de duas semanas não inclui o Líbano, enquanto Irã e Paquistão, que mediou as negociações, sustentam o contrário. Teerã advertiu que, se os bombardeios continuarem, "as negociações carecerão de sentido".