Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), do partido Missão e pré-candidato à Presidência da República, publicou, nesta quinta-feira (9), em sua conta no X, a mensagem: "Pessoal, peço desculpas, sou hétero".
A declaração foi feita em resposta a uma reportagem do portal Metrópoles, que divulgou mensagens e falas atribuídas a ele.
As mensagens mencionadas integram uma denúncia encaminhada ao Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF). O material reúne interações ocorridas entre abril de 2024 e outubro de 2025 em um grupo chamado "Cannipapo", no qual Renan falou sobre política, sexualidade e consumo de substâncias alucinógenas.
Em sua publicação de resposta, Renan cita o conteúdo da reportagem ao comentar suas declarações sobre mulheres. "Eu gosto de mulher, gosto muito de mulher. Minha namorada, com quem infelizmente terminei agora, é bem mais nova do que eu. Ela tem 23 anos. Acho ela nova (...) Também gosto de mais velhas. Eu sou heterossexual, cara", escreveu.
Teor das mensagens
No grupo, o político questionou participantes sobre autores como "BAP, Jorjani e Astral" e recomendou a leitura da revista do partido, afirmando: "Vocês têm que ler a Valete".
BAP, pseudônimo de Bronze Age Pervert, e Jason Jorjani são associados a correntes de pensamento de viés autoritário e racialista. À coluna, Renan declarou não concordar com essas posições e afirmou que lê Jorjani por interesse em temas religiosos.
Sobre o uso de cogumelos alucinógenos, mencionado nas conversas, Renan disse desconhecer a origem da substância. "Sei lá, me deram. Eu nunca comprei", afirmou.
Ele também declarou que o uso foi limitado e negou incoerência com sua atuação pública contrária às drogas, acrescentando que pode deixar de consumir caso isso seja uma exigência de eleitores.
Nas mensagens, o pré-candidato descreve experiências com "cogumelos" e respondeu "sim" ao ser questionado sobre o consumo do tipo "cubensis", cuja produção e comercialização têm restrições no Brasil. Apesar disso, afirmou que o uso não tem relação com financiamento do tráfico e disse não recomendar a prática.