
Chefe da OTAN admite mudanças 'profundas' na aliança

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, admitiu nesta quinta-feira (9) que a aliança está passando por um período de mudanças "profundas", em meio a questionamentos levantados pelo presidente americano Donald Trump.

"Os aliados reconhecem, e eu reconheço, que estamos em um período de mudanças profundas na aliança transatlântica", afirmou.
Ele descartou a ideia de que a organização esteja em seus momentos finais, apesar das profundas críticas ao seu funcionamento vindas de Washington, em meio à agressão contra o Irã.
Rutte admitiu que o ataque unilateral realizado pelos EUA e Israel contra o Irã pegou os aliados de surpresa, embora tenha dito compreender os motivos da cautela de Trump.
O secretário-geral da OTAN afirmou ainda que a Europa tem apoiado Washington com significativo suporte logístico e de outras naturezas.
"Tigre de papel"
Na segunda-feira (6), Trump afirmou que decidiu se retirar do bloco quando a Aliança Atlântica não apoiou seus planos de adquirir a Groenlândia. "Queremos a Groenlândia. A OTAN não quer nos dar, então eu disse: 'Tchau, tchau'", declarou o presidente.
Trump tem criticado repetidamente a OTAN, descrevendo a aliança como um "tigre de papel", questionando sua capacidade real e chegando a insinuar que os EUA deixariam o bloco.
O presidente americano considera que o apoio de aliados tem sido insuficiente no seu conflito com o Irã, pois muitos deles negaram até mesmo o uso de bases para apoiar suas ações militares e também ignoraram seus pedidos de ajuda para reabrir o estreito de Ormuz, fechado de facto ao tráfego marítimo pelo Irã em resposta à agressão.

