Em uma conversa telefônica na quarta-feira (8), o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que limitasse os ataques ao Líbano, informou nesta quinta-feira (9) um alto funcionário do governo americano citado pela NBC News.
Durante a conversa com Trump, que ocorreu após Netanyahu prometer continuar "atacando com força" o grupo xiita libanês Hezbollah, o premiê-israelense concordou em ser um parceiro "cooperativo".
Os EUA e Israel insistem que o cessar-fogo de duas semanas não inclui o Líbano, enquanto o Irã e o Paquistão, que mediou as negociações, sustentam o contrário. O país persa alertou que, se os bombardeios continuarem, "as negociações serão inúteis".
Na fronteira do cessar-fogo
- Os EUA e o Irã chegaram a um acordo na terça-feira (7) para um cessar-fogo de duas semanas, após 39 dias seguidos de hostilidades. Poucas horas após o anúncio, as Forças de Defesa de Israel (IDF) fizeram seu maior ataque contra o sul do Líbano e sua capital, Beirute, desde o início da guerra.
- O primeiro-ministro do Paquistão e mediador do acordo, Shehbaz Sharif, afirmou que o cessar-fogo incluía o Líbano, enquanto o gabinete do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, negou a afirmação. O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou que o país estaria excluído do acordo.
- O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz foi novamente interrompido pelas forças iranianas devido aos ataques ao Líbano, provocando uma advertência da Guarda Revolucionária para uma "resposta esmagadora" contra EUA e Israel, que foi reiterada pelo movimento Houthi do Iêmen.