
Feminista processa Erika Hilton após ser chamada de 'criminosa' e 'fracassada'

Após ser classificada como "criminosa", "fracassada" e comparada a um integrante do regime nazista, a militante do movimento feminista Isabella Alvez Cêpa apresentou queixa-crime por calúnia e injúria contra a deputada federal Erika Hilton. A informação foi publicada pelo Metrópoles nesta quinta-feira (9).
Durante entrevista ao programa "20 minutos", do canal Opera Mundi no YouTube, divulgada no dia 2 de março de 2026, a deputada afirmou:

"Essa menina é uma criminosa, porque o Supremo Tribunal Federal já tem a sua decisão acerca do que é a transfobia. Se você comete transfobia, você é criminosa, você comete um crime que inclusive é equiparado ao crime de racismo. A sua crença, o que você acredita, não pode embasar os seus comportamentos na sociedade", disse.
Em defesa da militante, a denúncia protocolada afirma que o conflito tem origem em desentendimentos anteriores e destaca que a fala da deputada seria "apenas o desdobramento de uma animosidade pretérita e privada".
O desentendimento entre a militante e a deputada começou em 2020, quando Isabella Cêpa criticou o PSol e disse estar "muito decepcionada com São Paulo" porque a mulher mais votada nas eleições para vereadora naquele ano tinha sido "um homem".
"A Biologia venceu"
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou em 2 de setembro de 2025 a reclamação apresentada por Erika Hilton contra o arquivamento de uma ação penal por transfobia.
Após a decisão do STF, Isabella escreveu nas redes sociais: "A biologia venceu! A liberdade também. Foram quase cinco anos, mas hoje, mulheres, nós vencemos!"
Em 2025, Isabella Cêpa recebeu asilo de um país do Leste Europeu, que interpretou a atuação judicial de Erika Hilton contra a militante como uma forma de perseguição política, conforme publicado em 8 de agosto de 2025 pela Veja.

