
Mais de 3 mil pessoas morreram no Irã como resultado da agressão dos EUA e de Israel

O chefe do Departamento de Medicina Legal do Irã, Abbas Masjedi Arani, informou nesta quinta-feira (9) que mais de 3 mil pessoas morreram em decorrência da agressão conjunta dos EUA e de Israel contra o país.
"Perdemos mais de 3 mil mártires em ataques inimigos por todo o país; cerca de 40% dos corpos estavam irreconhecíveis, mas graças aos recursos e à capacidade da Organização de Medicina Legal, eles foram identificados e seus restos mortais foram devolvidos às famílias dos mártires", declarou.

A tragédia da escola Shajarah Tayyebeh, na cidade de Minab, que vitimou mais de uma centena de crianças no primeiro dia de ataques americano-israelenses contra o Irã em 28 de fevereiro, não é um caso único no registro de bombardeios contra infraestruturas civis no território iraniano. A sequência de ataques desta natureza provocou no domingo (6) um comunicado das Forças Armadas do Irã, indicando que a retaliação contra os agressores seria mais forte e ampla se civis continuassem a ser alvejados.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
