Especialistas revelam o que é preciso para quebrar domínio da China no mercado de terras raras

A Agência Internacional de Energia lembra que os 17 minerais essenciais estão fortemente concentrados no gigante asiático.

Um investimento de US$ 60 bilhões ao longo da próxima década é necessário para quebrar o domínio quase absoluto da China sobre as cadeias de suprimentos de minerais de terras raras, essenciais para a transição energética e a segurança nacional, alertou a Agência Internacional de Energia (AIE) em um relatório publicado na quarta-feira (8).

A agência focou em 17 minerais essenciais para a fabricação de veículos elétricos, centros de dados de inteligência artificial, robôs e sistemas de defesa, enquanto suas cadeias de abastecimento permanecem fortemente concentradas na China.

Atualmente, a China controla 60% da mineração mundial, mais de 90% da refino e quase 95% da produção de ímãs permanentes. Se Pequim aplicar controles totais de exportação, até US$ 6,5 trilhões em atividade econômica em outros países poderiam ficar em risco a cada ano.

A demanda por terras raras para ímãs dobrou desde 2015 e deve crescer mais de 30% até 2030. No entanto, os projetos existentes e anunciados em outros países só cobrirão, até 2035, metade das necessidades de mineração, um quarto das necessidades de refino e menos de um quinto da demanda por ímãs. Essa lacuna evidencia que, sem esse investimento urgente de 60 bilhões de dólares, o mundo continuará dependendo de Pequim, destaca o relatório.