O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, defendeu na quarta-feira (8), em entrevista à CNN, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e suas ameaças contra o Irã, minimizando o desconforto que a retórica americana tem causado entre alguns aliados europeus.
Questionado pelo jornalista Jake Tapper se ficou perturbado quando Trump ameaçou "matar toda a civilização iraniana", Rutte respondeu com evasão diplomática. "Sempre digo que, quando se trata do que os líderes dizem, não vou comentar cada coisa. O que quero que saibam é que eu apoio o presidente".
O chefe da aliança militar justificou a postura ao classificar o programa nuclear iraniano como uma "ameaça existencial para Israel". "É ótimo tentar negociar", acrescentou Rutte.
- O Irã sempre defendeu seu direito ao desenvolvimento pacífico do programa nuclear e negou qualquer intenção de desenvolver armas nucleares. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que realizou diversas vistorias em instalações iranianas, negou repetidamente que existam indícios de que o país construa bombas nucleares.
- Por outro lado, apesar de não haver qualquer admissão oficial, analistas estimam que Israel possui cerca de 90 ogivas nucleares, segundo avaliações de junho de 2025, apontando indícios de que o Centro de Pesquisa Nuclear do Negev produz plutônio para uso militar. O país nunca assinou o Tratado de Não Proliferação (TNP) e recusa inspeções internacionais em suas instalações.