
Tucker Carlson pede fim do apoio americano a Israel

O jornalista americano Tucker Carlson afirmou em seu último podcast, publicado nesta quinta-feira (9), que os Estados Unidos não deveriam enviar "nem mais um dólar" a Israel, nem fornecer apoio militar ou econômico. Para ele, continuar financiando e armando um país que age contra os interesses da população americana é um erro.

Carlson defendeu que Washington deveria "se distanciar de Israel" e tratá-lo como qualquer outro aliado, ou seja, com "restrições, reservas e limites claros", e classificou a política atual como "masoquismo".
Poucas horas após um anúncio do então presidente Donald Trump, Israel, que Carlson chama de "sócio não declarado" na guerra, bombardeou civis em Beirute, a capital do Líbano, atingindo inclusive blocos de apartamentos.
Segundo Carlson, esses bombardeios, que "lembram os realizados em Gaza", foram realizados "com armas americanas e dinheiro dos contribuintes dos EUA", mesmo em um contexto em que havia sido anunciado um cessar-fogo.
O apresentador também lembrou que Israel já impulsionou conflitos que resultaram na morte de americanos e afirmou que em "todas as guerras" em que Washington se envolveu por influência de Israel "terminou com americanos mortos", responsabilizando diretamente os líderes dos Estados Unidos.
Paz no Oriente Médio
Na noite de terça-feira (7), Trump anunciou que concordou em suspender por duas semanas os bombardeios e ataques contra o Irã, mas condicionou a medida à aceitação, por parte da República Islâmica, da "abertura completa, imediata e segura" do Estreito de Ormuz.
Segundo publicação do presidente na plataforma Truth Social, a decisão foi tomada após conversas com líderes do Paquistão. Trump afirmou que os Estados Unidos já "cumpriram e superaram todos os seus objetivos militares" e que as partes estão "muito avançadas" na elaboração de um acordo definitivo para alcançar uma "paz de longo prazo" com o Irã e garantir "paz no Oriente Médio".
De acordo com Teerã, Washington teria aceitado um plano iraniano de dez pontos. Pelo documento, os Estados Unidos se comprometeriam, entre outras medidas, a não voltar a atacar a República Islâmica, respeitar o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz e aceitar o enriquecimento de urânio pelo país.
Ainda segundo autoridades iranianas, seguindo recomendações do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, decidiu realizar negociações com os Estados Unidos em Islamabad para finalizar os detalhes do acordo. A expectativa é que, em até 15 dias, "após a vitória do Irã no campo de batalha, ela possa ser consolidada também nas negociações políticas".

