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Trump afirma que tropas americanas permanecerão mobilizadas ao redor do Irã até acordo ser fechado

O Presidente americano alerta que, se acordo não for respeitado, haverá um ataque com uma intensidade "maior, melhor e mais forte do que nunca".
X / CENTCOM

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (9) na rede Truth Social que as forças militares americanas vão permanecer mobilizadas "em e ao redor do Irã" até que seja cumprido o que ele chamou de um "acordo de verdade".

Trump disse que "todos os navios, aeronaves e militares dos EUA, com munição extra e armamento", continuarão posicionados para enfrentar "um inimigo que já está bastante enfraquecido". Ele também alertou que, caso o acordo não seja respeitado, haverá ataque com uma intensidade "maior, melhor e mais forte do que nunca".

O presidente acrescentou que já havia sido acordado anteriormente que "não haveria armas nucleares" e que o estreito de Ormuz "vai permanecer aberto e seguro". Segundo ele, as forças americanas estão "reabastecendo e descansando", se preparando para possíveis operações futuras.

Irã diz que negociar seria "ilógico"

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou na quarta-feira (8) que três cláusulas-chave da proposta de 10 pontos apresentada por Teerã como parte do cessar-fogo acertado no dia anterior foram violadas pelos Estados Unidos antes mesmo do início das negociações.

"A própria 'base viável para negociar' foi violada de forma aberta e clara, até antes do começo das negociações. Nessa situação, um cessar-fogo bilateral ou iniciar negociações é ilógico", disse em comunicado publicado na rede X.

Ghalibaf ressaltou que a "profunda desconfiança histórica" em relação aos EUA vem das repetidas violações de todo tipo de compromisso, um "padrão que infelizmente se repetiu mais uma vez".

Paz no Oriente Médio

Na noite de terça-feira (7), Trump anunciou que concordou em suspender por duas semanas os bombardeios e ataques contra o Irã, mas condicionou a medida à aceitação, por parte da República Islâmica, da "abertura completa, imediata e segura" do Estreito de Ormuz.

Segundo publicação do presidente na plataforma Truth Social, a decisão foi tomada após conversas com líderes do Paquistão. Trump afirmou que os Estados Unidos já "cumpriram e superaram todos os seus objetivos militares" e que as partes estão "muito avançadas" na elaboração de um acordo definitivo para alcançar uma "paz de longo prazo" com o Irã e garantir "paz no Oriente Médio".

De acordo com Teerã, Washington teria aceitado um plano iraniano de dez pontos. Pelo documento, os Estados Unidos se comprometeriam, entre outras medidas, a não voltar a atacar a República Islâmica, respeitar o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz e aceitar o enriquecimento de urânio pelo país.

Ainda segundo autoridades iranianas, seguindo recomendações do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, decidiu realizar negociações com os Estados Unidos em Islamabad para finalizar os detalhes do acordo. A expectativa é que, em até 15 dias, "após a vitória do Irã no campo de batalha, ela possa ser consolidada também nas negociações políticas".