O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou, nesta quarta-feira (8), que o acordo de cessar-fogo firmado com o Irã no dia anterior não inclui a suspensão dos ataques contra o Líbano. "Os iranianos pensavam que o cessar-fogo incluía o Líbano, mas não é o caso", declarou à imprensa.
Nesse sentido, Vance detalhou que, desde o início, foi acordado que o cessar-fogo "se concentraria no Irã e nos aliados dos Estados Unidos", classificando a situação como "um mal-entendido legítimo".
"Nem nós nem os israelenses dissemos que o Líbano faria parte do cessar-fogo", insistiu.
Além disso, o vice-presidente afirmou que "se o Irã quiser que as negociações fracassem por causa do Líbano, em última instância é sua decisão", e advertiu: "Se romper o acordo, (o país persa) sofrerá graves consequências".
Por outro lado, Vance declarou que os iranianos "devem se sentar à mesa com sinceridade", acrescentando que "quanto mais o Irã quiser nos oferecer, mais obterá das negociações".
Cessar-fogo no Oriente Médio
- Estados Unidos e Irã concordaram na terça-feira (7) com um cessar-fogo de duas semanas, após mais de um mês de hostilidades. Washington indicou que recebeu uma proposta de 10 pontos por parte de Teerã, que considerou "uma base viável" para negociar. O Conselho Nacional de Segurança do Irã, por sua vez, declarou que os EUA "foram obrigados a aceitar" essa proposta.
- Nesta quarta-feira (8), as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram que lançaram o maior ataque coordenado em todo o Líbano desde o início da operação Rugido do Leão. Segundo as autoridades libanesas, a ofensiva deixou centenas de mortos e feridos.
- Em resposta, o comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, general de brigada Mayid Mousavi, anunciou uma "resposta enérgica aos crimes brutais" de Israel no Líbano. "O ataque contra o Hezbollah é um ataque direto contra o Irã", afirmou o militar em uma rede social local, segundo agências nacionais.