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Imprensa dissemina mentiras para 'manipular as pessoas a serem contra o Irã', diz ativista iraniana

A RT Brasil conversou com Motahara Khaliloo, iraniana que vive no Brasil, sobre o conflito no Oriente Médio.
Imprensa dissemina mentiras para 'manipular as pessoas a serem contra o Irã', diz ativista iranianaRT

A ativista iraniana Motahara Khaliloo conversou com a RT Brasil e apresentou sua visão sobre a agressão dos EUA e de Israel contra seu país. Em entrevista nesta quarta-feira (8), ela afirmou que esses países não buscam trazer liberdade aos iranianos, mas sim assassiná-los.

"[O presidente dos Estados Unidos, Donald] Trump diz que quer trazer liberdade para nós mulheres iranianas, sendo que mulheres iranianas estão todas as noites nas ruas, defendendo o seu país", destacou.

Motahara faz alusão às frequentes passeatas populares nas ruas do Irã, que contaram com a participação, inclusive, do presidente do país, Masoud Pezeshkian, e do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

Nesse contexto, a ativista destacou o papel desempenhado pela imprensa tradicional na tentativa de legitimar os ataques perante a opinião pública:

"São notícias falsas, são informações falsas para manipular o povo e influenciar as pessoas para serem contra o Irã. (...) A liberdade que ele [Trump] queria trazer pra gente... Assassinando, matando mulheres? Isso não é liberdade. O povo precisa acordar e ver, enxergar a realidade", disparou.

Motahara, que cresceu como mulher no Irã, afirmou que, no país, as mulheres "têm direito ao trabalho, à liberdade, ao estudo, ao casamento e à escolha".

"Eu sou iraniana, eu nasci no Irã e no Brasil. Conheço as duas culturas. E eu te digo que o Irã não oprime as mulheres, e as mulheres são livres. A República Islâmica do Irã defende as mulheres. É muito o contrário daquilo que estão divulgando nas mídias e manipulando as pessoas", concluiu.

Ataque contra Escola em Minabe

Durante a conversa, Motahara também comentou o ataque contra a escola primária Shajarah Tayyebeh, na cidade iraniana de Minabe.

"Eles disseram que querem trazer liberdade para o povo iraniano, mas acabaram assassinando essas crianças, mais de 160 crianças, meninas, alunas foram assassinadas. Elas estavam na escola. Saíram de casa de manhã para ir estudar. E agora foram assassinadas", lamentou.

Embora Trump tenha afirmado que o assunto está sob investigação e que ele "não sabe nada" sobre isso, investigações independentes apontam para a autoria dos EUA, uma vez que o míssil era do tipo Tomahawk, utilizado apenas pelas forças norte-americanas.