Houthis alertam Israel contra agressões a países islâmicos e árabes

Liderança do grupo afirmou que o Iêmen "não aceitará" que Israel viole qualquer território dos países da região.

O movimento político-militar xiita Houthi no Iêmen, que governa o norte do país, alertou Israel nesta quarta-feira (8) contra violações do território de países árabes ou muçulmanos, de acordo com um dos líderes do grupo.

Em suas redes sociais, Mohammed Ali al Houthi declarou que o Iêmen "não aceitará" que Israel viole o território de qualquer país árabe ou muçulmano, ou implemente seu plano de "remodelar o Oriente Médio".

"O Iêmen não aceitará que o inimigo israelense viole qualquer território de países árabes ou muçulmanos, nem permitirá a implementação de seu plano terrorista para remodelar o Oriente Médio", afirmou.

Na publicação, Mohammed também prometeu apoio ao Líbano diante dos bombardeios israelenses: "E o Líbano, com sua resistência e firmeza, não ficará à mercê dessa entidade, se Deus quiser."

Al-Houthi indicou que poderia haver um discurso amanhã do "líder", pontuando que seria um pronunciamento definitivo.

"O líder, se Deus quiser, poderá fazer um discurso amanhã, como nas semanas anteriores, e ele terá as notícias definitivas", afirmou o funcionário.

"Paz no Oriente Médio"

Na terça-feira (7), Estados Unidos e Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas. O presidente norte-americano, Donald Turmp, anunciou a trégua, afirmando que a República Islâmica aceitou a "abertura completa, imediata e segura" do Estreito de Ormuz, enquanto o Irã apontou uma "derrota inegável, histórica e esmagadora" dos EUA.

Segundo a publicação feita por Trump na rede Truth Social, o motivo para adotar a medida é que os Estados Unidos já "cumpriram e superaram todos os seus objetivos militares", e que as partes estão "muito avançadas" na redação de um acordo definitivo sobre "paz de longo prazo" com o Irã e "paz no Oriente Médio".

O mandatário também indicou que Washington recebeu uma nova proposta de 10 pontos apresentada por Teerã.

"Quase todos os diversos pontos de controvérsia do passado foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído", afirmou.

O Conselho Nacional de Segurança do Irã, por sua vez, enfatizou que os EUA "foram obrigados a aceitar a proposta de 10 pontos", que inclui, entre outros aspectos, "um compromisso fundamental de não agressão, o controle contínuo iraniano do Estreito de Ormuz, a aceitação do enriquecimento de urânio, o levantamento de todas as sanções primárias e secundárias e o fim de todas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU".