O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, fará uma visita oficial à China entre os dias 11 e 15 de abril, informou, nesta quarta-feira (8), o Ministério das Relações Exteriores chinês, por meio da porta-voz Mao Ning. A chegada de Sánchez acontece pouco depois de atritos entre os governos de Espanha e EUA.
Durante coletiva de imprensa, Ning confirmou que esta será a quarta visita do chefe de Governo espanhol em quatro anos. "Será também outro importante intercâmbio de alto nível entre a China e a Espanha, logo após as visitas do rei e do primeiro-ministro no ano passado", completou.
A porta-voz ainda detalhou que, "durante a visita, o presidente Xi Jinping se reunirá com o primeiro-ministro Pedro Sánchez, o primeiro-ministro Li Qiang e o presidente do Comitê Permanente da APN (Assembleia Popular Nacional), Zhao Leji".
Ning ressaltou que a Espanha "é um importante parceiro de cooperação da China na União Europeia" e que as relações bilaterais "alcançaram um desenvolvimento robusto e a parceria, em diversos campos, obteve progressos sólidos", melhorando o bem-estar de ambos os povos.
Rusgas diplomáticas
A visita acontece após tensões entre os governos da Espanha e dos Estados Unidos, que trocaram acusações e ataques públicos.
Sánchez chamou a agressão ao Irã de "um enorme erro pelo qual teremos que pagar". Além disso, não autorizou o uso de bases militares espanholas pelo exército dos EUA, antes de Trump acusar o país mediterrâneo de não cooperar com a OTAN, ameaçando "cortar todo o comércio com a Espanha".
A vice-premiê espanhola, Yolanda Díaz, acusou a Europa de ter sido "sequestrada por Trump". Já o chefe do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que a Espanha "coloca em perigo a vida dos americanos".