Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, foi questionada nesta quarta-feira (8) sobre um posicionamento de seu país após a montadora chinesa BYD ter sido adicionada à chamada "lista suja" de trabalho escravo do Brasil.
"O governo chinês atribui grande importância à proteção dos direitos e interesses legais dos trabalhadores e sempre exige que as empresas chinesas cumpram as leis e regulamentos em suas operações", afirmou a porta-voz.
Entenda:
O Ministério do Trabalho e Emprego incluiu na segunda-feira (6) a filial brasileira da montadora chinesa BYD na atualização do Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como "lista suja". A decisão ocorre após o escândalo trabalhista envolvendo a construção da fábrica da empresa no estado da Bahia.
Segundo autoridades brasileiras, a empresa foi responsabilizada por submeter trabalhadores chineses a condições "degradantes" durante as obras do empreendimento.
Em dezembro de 2025, a BYD e empresas contratadas firmaram acordo com o Ministério Público do Trabalho para o pagamento de R$ 40 milhões em indenizações. O entendimento, porém, não anulou o registro administrativo resultante da fiscalização trabalhista, já que não houve acordo específico com os auditores responsáveis pelo processo.