O Irã colocou na mesa de negociações com os Estados Unidos que o cessar-fogo no Líbano seja considerado pelas forças agressoras do Pentágono e de Israel como "uma condição-chave" para reduzir a escalada do conflito no Oriente Médio.
O requisito, que integra o plano de 10 pontos apresentado pelo Irã para alcançar a paz, foi informado pela agência de notícias iraniana FARS, ao citar declarações do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, dirigidas em uma conversa telefônica ao primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif.
Durante a ligação, Pezeshkian expressou que, ao aceitar a proposta de cessar-fogo, o Irã demonstra sua disposição "firme e responsável" para alcançar uma solução para a situação. "Os países regionais e globais deveriam aproveitar esta oportunidade para pressionar os agressores e evitar que repitam erros estratégicos", comentou o presidente iraniano.
Por sua vez, o premiê paquistanês reiterou a necessidade de que Além disso, destacou que Teerã aceitou a cessação das hostilidades apesar das múltiplas violações de compromissos e do desrespeito ao direito internacional por parte dos Estados Unidos.
Sharif também lembrou que, para alcançar uma solução rumo à paz, as partes em conflito devem cumprir com seus compromissos acordados como parte dos princípios de negociação. No entanto, o presidente iraniano mencionou várias violações do cessar-fogo por parte dos agressores, como os ataques contra as ilhas Lavan e Siri realizados nesta quarta-feira (8) pela manhã. Diante disso, adiantou que "o Irã responderá com firmeza a qualquer agressão".
Ataque massivo ao Líbano
Nesta quarta-feira (8), Israel lançou um ataque que causou destruição em grande escala no Líbano, descrito pelas Forças de Defesa de Israel como o maior ataque coordenado em todo o país desde o início da operação Rugido do Leão. Diante disso, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI) respondeu com um aviso "enérgico" aos agressores.
"Advertimos energicamente os traiçoeiros EUA e seu parceiro Israel que, se a agressão contra o querido Líbano não for interrompida imediatamente, cumpriremos com nosso dever e daremos uma resposta esmagadora aos malvados agressores da região", diz um comunicado do CGRI.