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Parceria China-Brasil impulsiona produção de carros híbridos flex

Cidades brasileiras produzirão os primeiros veículos SUVs que unem sistemas elétricos da China a motores nacionais.
Parceria China-Brasil impulsiona produção de carros híbridos flexReprodução/Geely Brasil

Goiana (PE) e São José dos Pinhais (PR) receberão as primeiras montadoras de SUVs híbridos flex chineses produzidos no Brasil, que combinam motores Fiat capazes de usar etanol e gasolina com sistemas elétricos da Leapmotor e da Geely. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo, nesta quarta-feira (8).

A produção deve começar no primeiro trimestre de 2027, abrindo caminho para um novo nicho de mercado.

As fabricantes chinesas têm recorrido a soluções desenvolvidas no Brasil para otimizar a produção de modelos híbridos flex, ganhando tempo no lançamento de novas linhas no mercado.

A tecnologia

Nos modelos, o motor a combustão funciona apenas como gerador, reduzindo emissões e permitindo recarga em tomadas residenciais. O SUV B10, da Leapmotor, será o primeiro a usar a motorização Fiat, enquanto o EX5 EM-I, da Geely, promete mais de 100 km de autonomia elétrica e consumo médio acima de 20 km/l.

A GAC inicia a produção de híbridos flex no Centro-Oeste com o SUV GS3, enquanto a Caoa, com Chery e Changan, e a BYD, em Camaçari (BA), desenvolvem versões que combinam eletricidade e etanol.

Para Antônio Filosa, presidente-executivo do grupo Stellantis, a entrada das marcas chinesas exige políticas de equilíbrio competitivo.

"O governo chinês e as montadoras chinesas trabalharam durante 20 anos para planejar e implementar um ecossistema de produção, o que gera uma competitividade estrutural muito elevada", afirmou.

Filosa destacou que, considerando que a indústria brasileira envolve milhares de fornecedores diretos e indiretos, é necessário pensar em mecanismos que equilibrem a competição para garantir que o setor nacional se mantenha competitivo.