
Rússia e comunidade internacional se manifestam sobre ataques ao Líbano

Rússia, Brasil, Irã e França se manifestaram, nesta quarta-feira (8), sobre a escalada no Líbano após ataques israelenses, em meio ao cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Os países destacaram a necessidade de incluir o território libanês em qualquer acordo para conter o conflito.
A chancelaria russa afirmou que, graças à posição do Conselho de Segurança da ONU, formada por insistência de Moscou e Pequim, foi possível criar condições para um entendimento sobre um cessar-fogo, tornando possível o início das negociações. "Estamos convencidos de que esses entendimentos devem abranger todas as áreas do conflito, incluindo o Líbano", declarou.
Já Teerã incluiu o cessar-fogo no Líbano como uma "condição-chave" em sua proposta de 10 pontos que foi apresentada a Washington. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que a aceitação da trégua mostra uma postura "firme e responsável" e advertiu que o país responderá "com firmeza a qualquer agressão" diante das violações.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil saudou o cessar-fogo e pediu que o fim das hostilidades se estenda ao Líbano, destacando a "grave crise humanitária no país". O Itamaraty apelou para que os países evitem novas ações militares e retóricas.
O presidente francês, Emmanuel Macron, também defendeu que o acordo inclua Beirute, após a ofensiva israelense. "O que testemunhamos com os ataques e a ocupação israelenses do sul do Líbano não pode ser uma solução a longo prazo", afirmou, classificando a situação como "crítica" e destacando a necessidade de reforçar o apoio às Forças Armadas libanesas.
Apesar das declarações, o Líbano ficou de fora do acordo anunciado e foi alvo de ataques que deixaram centenas de mortos e feridos. As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter realizado a maior ofensiva desde o início da Operação Rugido do Leão, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã advertiu EUA e Israel sobre uma possível "resposta esmagadora".
