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Exército iraniano: 'Enquanto houver opressão, a luta continuará'

"O Exército da República Islâmica do Irã [...] não descuidará nem por um momento da vigilância sobre Israel e os Estados Unidos", diz o comunicado.
Exército iraniano: 'Enquanto houver opressão, a luta continuará'Gettyimages.ru / Morteza Nikoubazl / NurPhoto

O Exército do Irã anunciou nesta quarta-feira (8), em um comunicado, que "enquanto houver opressão, a luta continuará". Os militares valorizaram a determinação de seu povo, que — ressaltaram — "voltou a se mostrar forte perante o mundo".

Além disso, as forças iranianas relembraram as numerosas perdas humanas causadas pela agressão, que descreveram como uma "guerra imposta". Junto das inúmeras baixas civis, mencionaram a morte do líder supremo Ali Khamenei e a de vários comandantes mártires.

"O Exército da República Islâmica do Irã, com total desconfiança em relação às promessas e ao comportamento de Israel e dos Estados Unidos, e após a lição aprendida com suas promessas descumpridas, lado a lado com o heroico Corpo da Guarda Revolucionária (CGRI), não descuidará nem por um momento da vigilância sobre Israel e os Estados Unidos, nem da melhoria de sua capacidade de combate e de sua preparação — algo que os imãs da Revolução sempre destacaram", diz a mensagem.

Em outro comunicado, o CGRI denunciou que Israel cometeu uma "violação clara" do cessar-fogo com seu ataque contra o Líbano e indicou que os relatos apontam para uma "catástrofe humanitária". Também assinalou que, segundo as condições do país persa, "qualquer guerra ou cessar-fogo inclui todas as frentes do eixo da resistência".

"Com base no texto explícito do cessar-fogo e sua violação por parte do eixo do mal, a República Islâmica do Irã estará com força ao lado da resistência e dará uma resposta dura aos agressores", continua o comunicado.

"Paz no Oriente Médio"

Na terça-feira (7), os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a trégua, afirmando que a República Islâmica aceitou a "abertura completa, imediata e segura" do estreito de Ormuz, enquanto o Irã aponta "uma derrota inegável, histórica e esmagadora" dos EUA.

De acordo com a publicação feita por Trump na Truth Social, a razão para adotar a medida é que os Estados Unidos já "cumpriram e superaram todos os seus objetivos militares" e que as partes se encontram "muito avançadas" na redação de um acordo definitivo sobre a "paz a longo prazo" com o Irã e a "paz no Oriente Médio".

Também indicou que Washington recebeu uma proposta de 10 pontos apresentada por Teerã, a qual considerou "uma base viável" para negociar. "Quase todos os diversos pontos de controvérsia do passado foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consumado", afirmou.

O Conselho Nacional de Segurança iraniano, por sua vez, enfatizou que os EUA "viram-se obrigados a aceitar a proposta de 10 pontos do Irã", que inclui, entre outros aspectos, "um compromisso fundamental de não agressão, o controle contínuo iraniano do estreito de Ormuz, a aceitação do enriquecimento de urânio, a suspensão de todas as sanções primárias e secundárias e a revogação de todas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU".