Brasil defende que cessar-fogo no Oriente Médio 'se estenda ao Líbano'

Anteriormente, Trump e Netanyahu afirmaram que o acordo não inclui o Líbano, contrariando declarações do premiê paquistanês.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil saudou, nesta quarta-feira (8), o acordo de cessar-fogo para o conflito armado no Oriente Médio, firmado no dia anterior.

Em comunicado oficial, o Itamaraty expressou "satisfação com a perspectiva de negociações para estabelecimento de acordo de paz abrangente" e fez um apelo para que as partes não voltem a se engajar em "ações de natureza militar ou retórica".

"Assinala, ainda, a importância de que a cessação de hostilidades na região se estenda ao Líbano, país que, em decorrência dos intensos ataques israelenses, vive grave crise humanitária, assolado por centenas de mortes, incluindo de civis, assim como por deslocamento forçado de parte significativa de sua população", acrescenta a nota.

Líbano de fora do acordo

Na terça-feira (8), o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que desempenhou papel de mediação no acordo, afirmou que ele previa um "cessar-fogo imediato em todos os lugares, incluindo o Líbano e outros locais, com efeito imediato".

Poucas horas depois, no entanto, o presidente Donald Trump declarou que o Líbano não foi incluído no acordo devido à presença do grupo xiita Hezbollah, prometendo que essa questão "será resolvida". O gabinete do premiê Benjamin Netanyahu divulgou uma nota na mesma linha.

Na manhã desta quarta-feira (8), o país árabe foi alvo de numerosos ataques, deixando centenas de mortos e feridos em várias regiões. As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram ter lançado o maior ataque coordenado em todo o Líbano desde o início da "Operação Rugido do Leão".

Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) emitiu uma advertência "enérgica" aos Estados Unidos e a Israel, assegurando que, se a agressão contra o Líbano não for interrompida, eles receberão uma "resposta esmagadora".