O Irã informou aos EUA, por meio de mediadores regionais, que só realizará negociações no Paquistão se um cessar-fogo for alcançado no Líbano, segundo fontes citadas pelo Wall Street Journal nesta quarta-feira (8).
Caso Israel siga atacando o Líbano, o Irã retaliará contra o Estado judeu e outros países da região, segundo fontes familiarizadas com as negociações.
Horas antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou à PBS que a trégua de duas semanas acordada com Teerã exclui o Líbano, que sofreu um ataque israelense massivo nesta quarta.
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O Líbano "não foi incluído no acordo" devido à presença do grupo xiita Hezbollah, alegou o presidente, prometendo que essa questão "será resolvida".
As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram que, na quarta-feira, lançaram o maior ataque coordenado em todo o Líbano desde o início da "Operação Rugido do Leão". De acordo com as autoridades libanesas, a ofensiva resultou em centenas de mortos e feridos.
Embora o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou as negociações entre Washington e Teerã, tivesse declarado anteriormente que a trégua alcançada na noite de terça-feira (7) incluía o Líbano, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negou as afirmações.
Teerã considera os ataques ao Líbano uma violação do cessar-fogo e está se preparando para responder com "uma operação de dissuasão contra posições militares israelenses", de acordo com fontes da agência de notícias Fars.