Tráfego no Estreito de Ormuz é interrompido por ataques de Israel ao Líbano — imprensa iraniana

Desde a manhã desta quarta-feira (8), dois petroleiros haviam conseguido atravessar o estreito sem incidentes, com a autorização do Irã.

O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz foi interrompido devido aos ataques israelenses ao Líbano, relatou a imprensa iraniana nesta quarta-feira (8).

Após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um cessar-fogo, dois petroleiros conseguiram atravessar o estreito sem incidentes, com a permissão do Irã.

As Forças de Defesa de Israel, contudo, lançaram um bombardeio massivo contra o Líbano, causando destruição generalizada, materializando a posição do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, que negou que o acordo se estendia ao Líbano, contradizando declarações anteriores do premiê paquistanês, Shehbaz Sharif. Os militares israelenses descreveram o bombardeio como o maior ataque coordenado em todo o país desde o início da operação israelense "Rugido do Leão".

« ENTENDA O ACORDO DE CESSAR FOGO ENTRE IRÃ E EUA EM NOSSO ARTIGO »

O Ministro da Saúde do Líbano, Rakan Nasser al-Din, afirmou nesta quarta-feira (8) que os recentes ataques israelenses deixaram centenas de mortos e feridos em todo o país.

"Os hospitais em nosso país estão lotados de vítimas", lamentou. A Cruz Vermelha Libanesa informou que cerca de 100 ambulâncias estão prestando assistência nas áreas afetadas e transportando os feridos para hospitais.

Paz no Oriente Médio

Na noite de terça-feira (7), Trump anunciou que concordou em suspender por duas semanas os bombardeios e ataques contra o Irã, mas condicionou a medida à aceitação da "abertura completa, imediata e segura" do Estreito de Ormuz.

Segundo publicação do presidente na plataforma Truth Social, a decisão foi tomada após conversas com líderes do Paquistão. Trump afirmou que os Estados Unidos já "cumpriram e superaram todos os seus objetivos militares" e que as partes estão "muito avançadas" na elaboração de um acordo definitivo para alcançar uma "paz de longo prazo" com o Irã e garantir "paz no Oriente Médio".

De acordo com autoridades do Irã, Washington teria aceitado um plano iraniano de dez pontos. Pelo documento, os Estados Unidos se comprometeriam, entre outras medidas, a não voltar a atacar o país, respeitar o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz e aceitar o enriquecimento de urânio pelo país.

Seguindo recomendações do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, negociações com os Estados Unidos em Islamabad, capital do Paquistão, teriam sido acordadas para finalizar os detalhes do acordo. A expectativa é que, em até 15 dias, "após a vitória do Irã no campo de batalha, ela possa ser consolidada também nas negociações políticas".