Notícias

Lula afirma que Trump 'terá enfrentamento político' se não reconhecer eleições no Brasil

Presidente afirma que nenhum país tem direito de questionar o sistema eleitoral e defende relação de respeito com os Estados Unidos.
Lula afirma que Trump 'terá enfrentamento político' se não reconhecer eleições no BrasilGettyimages.ru / Kabir Jhangiani/NurPhoto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (8) que nenhum país tem o direito de levantar suspeitas sobre o processo eleitoral brasileiro ao comentar a possibilidade de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não reconhecer as eleições presidenciais deste ano no Brasil. A declaração foi feita durante entrevista ao portal ICL Notícias.

Questionado sobre o tema, Lula disse que considera imprevisível qualquer posicionamento do mandatário norte-americano e disse que uma eventual discordância causará um "enfrentamento político desnecessário".

"Nada com o Trump é impossível, mas eu não tenho nada contra ele. Só que nenhum país no mundo tem o direito de levantar qualquer suspeita sobre o processo eleitoral brasileiro", afirmou.

O presidente também defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral.

"Se fosse possível roubar com as urnas eletrônicas, eu não seria presidente da República", declarou.

Segundo Lula, "pelo comportamento da nossa Justiça Eleitoral, ninguém pode colocar suspeita".

Lula afirmou que um eventual não reconhecimento das eleições criaria um conflito político desnecessário entre os países.

"Se Trump não reconhecer as eleições, nós vamos ter um enfrentamento político desnecessário", disse.

Relação com Washington

O presidente ressaltou que o Brasil não busca conflitos diplomáticos.

"O Brasil não quer briga com os Estados Unidos, nem com ninguém. O Brasil tem direito a ser respeitado porque gosta de respeitar", afirmou.

Durante a entrevista, Lula mencionou conversas com Trump sobre cooperação internacional no combate ao crime organizado.

"Eu falei isso para o Trump. Se quiser combater, estamos preparados e dispostos a não jogar fora discussões com os Estados Unidos sobre o futuro desse país", declarou.

O presidente também destacou prioridades econômicas, como a transição energética e o aproveitamento de minerais críticos e terras raras. Segundo ele, o objetivo é promover "a revolução do século XXI que o Brasil precisa fazer".

"O Brasil já perdeu muitas oportunidades e não vai perder mais", concluiu.