
EUA revelam número de militares americanos mortos na guerra contra Irã

Em conferência de imprensa no Pentágono, nesta quarta-feira (8), Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, General Dan Caine, revelou que pelo menos 13 militares americanos morreram no conflito com o Irã, que começou em 28 de fevereiro.
"Quero começar esta manhã homenageando os 13 membros de nossas Forças Armadas Conjuntas dos EUA que morreram em combate durante esta operação", declarou em uma coletiva de imprensa. "O sacrifício deles e de suas famílias é profundamente importante para nós", enfatizou, acrescentando que "seus nomes e sua coragem jamais serão esquecidos".
O general indicou que o presidente dos EUA, Donald Trump, definiu três objetivos militares na operação contra o Irã: "destruir as capacidades de mísseis balísticos e drones do Irã", "destruir a Marinha iraniana" e "destruir sua base industrial de defesa".

Caine alegou que, ao longo de 38 dias de "grandes operações de combate", a Força Conjunta teria alcançado todos os objetivos estabelecidos pelo presidente.
Paz no Oriente Médio
Na noite de terça-feira (7), Trump anunciou que concordou em suspender por duas semanas os bombardeios e ataques contra o Irã, mas condicionou a medida à aceitação, por parte da República Islâmica, da "abertura completa, imediata e segura" do Estreito de Ormuz.
Segundo publicação do presidente na plataforma Truth Social, a decisão foi tomada após conversas com líderes do Paquistão. Trump afirmou que os Estados Unidos já "cumpriram e superaram todos os seus objetivos militares" e que as partes estão "muito avançadas" na elaboração de um acordo definitivo para alcançar uma "paz de longo prazo" com o Irã e garantir "paz no Oriente Médio".
De acordo com Teerã, Washington teria aceitado um plano iraniano de dez pontos. Pelo documento, os Estados Unidos se comprometeriam, entre outras medidas, a não voltar a atacar a República Islâmica, respeitar o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz e aceitar o enriquecimento de urânio pelo país.
Ainda segundo autoridades iranianas, seguindo recomendações do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, foi decidido realizar negociações com os Estados Unidos em Islamabad para finalizar os detalhes do acordo. A expectativa é que, em até 15 dias, "após a vitória do Irã no campo de batalha, ela possa ser consolidada também nas negociações políticas".
