
Trump teve 'misericórdia' do Irã, afirma secretário de Guerra dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, poderia paralisar toda a economia do Irã em minutos, mas escolheu a misericórdia, afirmou o secretário de Guerra, Pete Hegseth, durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (8).
"Desdobramos apenas uma fração de nossas forças, e o Irã sofreu uma derrota militar devastadora", alegou, acrescentando que junto com as forças israelenses, as Forças Armadas dos EUA alcançaram "todos os objetivos conforme planejado".
De acordo com o chefe do Pentágono, a Marinha iraniana "está no fundo do mar". "A Força Aérea iraniana foi aniquilada. O Irã não tem mais nenhuma defesa aérea", continuou, acrescentando que os EUA destruíram "a base da indústria de defesa do Irã".

Hegseth declarou que Trump "poupou" o Irã porque o país persa "concordou com o cessar-fogo sob enorme pressão".
Paz no Oriente Médio
Na noite de terça-feira (7), Trump anunciou que concordou em suspender por duas semanas os bombardeios e ataques contra o Irã, mas condicionou a medida à aceitação, por parte da República Islâmica, da "abertura completa, imediata e segura" do Estreito de Ormuz.
Segundo publicação do presidente na plataforma Truth Social, a decisão foi tomada após conversas com líderes do Paquistão. Trump afirmou que os Estados Unidos já "cumpriram e superaram todos os seus objetivos militares" e que as partes estão "muito avançadas" na elaboração de um acordo definitivo para alcançar uma "paz de longo prazo" com o Irã e garantir "paz no Oriente Médio".
De acordo com Teerã, Washington aceitou o plano iraniano de dez pontos. Pelo documento, os Estados Unidos se comprometeriam, entre outras medidas, a não voltar a atacar a República Islâmica, respeitar o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz e aceitar o enriquecimento de urânio pelo país.
Ainda segundo autoridades iranianas, seguindo recomendações do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, o Irã negociará com os EUA em Islamabad para finalizar os detalhes do acordo. A expectativa é que, em até 15 dias, "após a vitória do Irã no campo de batalha, ela possa ser consolidada também nas negociações políticas".
