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Irã divulga lista de alvos atacados antes do início da trégua

Segundo a Guarda Revolucionária, as forças iranianas atingiram 13 complexos energéticos e linhas de transporte de petróleo ligados aos Estados Unidos e a Israel.
Irã divulga lista de alvos atacados antes do início da tréguaGettyimages.ru / Majid Saeedi

A Guarda Revolucionária iraniana revelou ter atacado mais de 25 alvos estratégicos dos EUA e de Israel na 100ª onda da operação Promessa Verdadeira 4, antes do início de um cessar-fogo de duas semanas.

De acordo com o comunicado da Guarda, a onda de ataques teve como alvos 13 complexos energéticos e linhas de transporte de petróleo ligados aos Estados Unidos e a Israel, além de 10 pontos militares, de segurança e logísticos, bem como vários alvos tecnológicos e infraestruturas rodoviárias. 

A Guarda também afirmou que os ataques abrangeram alvos "desde as costas do Mediterrâneo até o leste da Península Arábica".

Em uma lista adicional, foram detalhados alvos atingidos por mísseis balísticos, de cruzeiro e drones, incluindo instalações energéticas ligadas à Chevron, ExxonMobil e Dow Chemical na Arábia Saudita, além de infraestruturas nos Emirados Árabes Unidos, no Catar, no Bahrein e no Kuwait.

Também foram mencionados como alvos o aeroporto Ben Gurion, a refinaria de Haifa e centros tecnológicos e de inteligência em várias regiões de Israel, bem como um centro do Comando Central dos Estados Unidos na Jordânia.

A Guarda Revolucionária afirmou ainda que sua força naval atacou um navio anfíbio LHA7 e um porta-aviões CVN 74, da Marinha dos EUA, acrescentado que ambos foram afundados e estão "nas profundezas do Oceano Índico".

O comunicado afirma também que o Irã mantém o controle das passagens marítimas do Estreito de Ormuz e advertiu que responderá "em um nível superior" caso se repitam ataques contra a infraestrutura na nação persa.

Paz no Oriente Médio

Na noite de terça-feira (7), Trump anunciou que concordou em suspender por duas semanas os bombardeios e ataques contra o Irã, mas condicionou a medida à aceitação, por parte da República Islâmica, da "abertura completa, imediata e segura" do Estreito de Ormuz.

Segundo publicação do presidente na plataforma Truth Social, a decisão foi tomada após conversas com líderes do Paquistão. Trump afirmou que os Estados Unidos já "cumpriram e superaram todos os seus objetivos militares" e que as partes estão "muito avançadas" na elaboração de um acordo definitivo para alcançar uma "paz de longo prazo" com o Irã e garantir "paz no Oriente Médio".

De acordo com Teerã, Washington teria aceitado um plano iraniano de dez pontos. Pelo documento, os Estados Unidos se comprometeriam, entre outras medidas, a não voltar a atacar a República Islâmica, respeitar o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz e aceitar o enriquecimento de urânio pelo país.

Ainda segundo autoridades iranianas, seguindo recomendações do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, foi decidido realizar negociações com os Estados Unidos em Islamabad para finalizar os detalhes do acordo. A expectativa é que, em até 15 dias, "após a vitória do Irã no campo de batalha, ela possa ser consolidada também nas negociações políticas".