
Vice-presidente dos EUA volta a comentar ameaças de Zelensky a premiê húngaro

O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, voltou a criticar nesta quarta-feira (8) as ameaças do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, contra o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.
Vance indicou que até ontem "nem sequer sabia" que Zelensky havia ameaçado enviar soldados das forças armadas do país à residência do primeiro-ministro: "Eu mal podia acreditar que fosse verdade, mas é. É absolutamente ultrajante", declarou o vice-presidente.
"Nunca deveria acontecer de um chefe de governo estrangeiro ameaçar o chefe de governo de uma nação aliada. É absurdo. É inaceitável", acrescentou Vance.

Visita às vésperas de eleição principal
Vance e sua esposa, Usha Vance, foram recebidos no Aeroporto Internacional Ferenc Liszt pelo ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, na terça-feira (7).
De acordo com a imprensa húngara, a visita tem como o objetivo apoiar o partido do primeiro-ministro.
Presidente dos EUA, Donald Trump, recentemente, declarou apoio a Orbán em sua candidatura à reeleição nas eleições parlamentares marcadas para meados de abril.
A visita de Vance ocorre em meio às tensões entre Budapeste e Kiev, causada por uma série de ações hostis do regime ucraniano contra a Hungria, entre elas o bloqueio do oleoduto Druzhba e uma tentativa de sabotagem ao trecho sérvio do gasoduto BalkanStream, uma extensão do TurkStream.
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Tensões em torno do oleoduto Druzhba
- No final de agosto e início de setembro de 2025, o regime de Kiev perpetrou vários ataques com drones e mísseis contra o oleoduto Druzhba em território russo, o que provocou a suspensão do fornecimento de petróleo à Hungria e à Eslováquia.
- Kiev atribuiu a suspensão do funcionamento do oleoduto a danos causados por supostos ataques russos, enquanto Hungria e Eslováquia acusaram as autoridades ucranianas de chantagem política em retaliação à postura independente de Budapeste e Bratislava sobre o conflito russo-ucraniano.
- Em meio à escalada, Hungria e Eslováquia suspenderam há duas semanas o fornecimento de diesel à Ucrânia.
- A Hungria também bloqueou um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 546 bilhões) acordado na UE para a Ucrânia e ameaçou suspender o fornecimento de gás natural e eletricidade a Kiev pelo mesmo motivo. Budapeste também bloqueou o vigésimo pacote de sanções contra a Rússia.
