NYT revela o que tornou possível o cessar-fogo de última hora entre o Irã e os EUA

O veículo detalha que, pouco antes do prazo final, Teerã havia suspendido as negociações indiretas devido às ameaças de Trump contra usinas de energia, pontes e infraestruturas críticas.

O Irã aceitou a proposta de cessar-fogo dos EUA graças a intensos esforços diplomáticos do Paquistão e à intervenção de última hora da China, um aliado fundamental, revelou o The New York Times nesta terça-feira (7), citando três autoridades iranianas familiarizadas com o assunto.

O acordo de cessar-fogo de duas semanas foi alcançado poucas horas depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado aniquilar toda a "civilização" do Irã, caso o país persa não permitisse a passagem segura pelo Estreito de Ormuz. O Paquistão, na posição de mediador, instou Trump a revogar seu ultimato e propôs a trégua em troca da abertura da rota marítima pelo Irã.

O Conselho de Segurança Nacional do Irã confirmou oficialmente o acordo, apresentando-o como uma vitória na qual Washington aceitou as condições de Teerã. Israel também aceitou o cessar-fogo e suspenderá seus ataques durante o mesmo período, segundo fonte da Casa Branca.

O NYT detalha que, pouco antes do prazo final, o Irã havia suspendido as negociações indiretas diante das ameaças de Trump contra usinas de energia, pontes e infraestruturas críticas. A intervenção chinesa e os esforços paquistaneses permitiram, finalmente, o acordo de última hora, aponta a mídia.