
De imediato e inclusive no Líbano: Paquistão detalha cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou nesta terça-feira (7) que "a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos, juntamente com seus aliados, concordaram com um cessar-fogo imediato em todos os lugares, incluindo o Líbano e outros locais, com efeito imediato".
Após expressar sua "grande satisfação" com o que chamou de "gesto sensato" e sua "profunda gratidão aos líderes de ambos os países", Sharif convidou as delegações a Islamabad em 10 de abril "para continuar negociando um acordo definitivo que resolva todas as disputas".
"Ambos os lados demonstraram notável sabedoria e compreensão, e permaneceram construtivamente comprometidos com a promoção da paz e da estabilidade. Esperamos sinceramente que as negociações em Islamabad alcancem uma paz duradoura e aguardamos com expectativa a partilha de mais boas notícias nos próximos dias", concluiu o líder paquistanês.

Cessar-fogo com Ormuz no centro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que, após conversar com Sharif e com o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, decidiu suspender os ataques e bombardeios em larga escala contra o território iraniano que havia prometido.
No entanto, ele condicionou a decisão ao fato de o Irã concordar em reabrir imediata e "seguramente" o Estreito de Ormuz. Teerã aceitou tanto a trégua quanto a reabertura da passagem marítima, desde que os EUA e Israel cessassem sua agressão.
Por sua vez, o Conselho de Segurança Nacional do Irã afirmou que, ao aceitar o plano de 10 pontos apresentado pela nação persa como estrutura para negociação, Washington e Tel Aviv sofreram "uma derrota inegável, histórica e esmagadora".
Em 28 de fevereiro, Israel e os Estados Unidos iniciaram uma agressão conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Como retaliação, Teerã lançou dezenas de ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e contra bases americanas em países do Oriente Médio.
Além disso, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, elevando os preços dos combustíveis.
O ultimato de Trump para que o Irã aceitasse um acordo se encerraria nesta terça-feira (7), às 21h (horário de Brasília). Caso contrário, o presidente havia prometido fazer com que "uma civilização inteira" desaparecesse.
Por sua vez, autoridades do Irã, não intimidada pelas ameaças, declararam, a poucas horas das 21h, que o país está preparado "para todos os cenários" e ameaçaram privar os Estados Unidos e seus aliados de petróleo e gás por anos.
