
Militares dos EUA suspendem ataques contra o Irã após o acordo de cessar-fogo — NYT

Os ataques militares americanos contra o Irã já foram interrompidos em cumprimento ao acordo de cessar-fogo de duas semanas, segundo o The New York Times. Um funcionário do governo norte-americano citado pelo veículo, nesta terça-feira (7), confirmou que as operações foram suspensas após a entrada em vigor da trégua, conforme anunciado pelo presidente Donald Trump.
A decisão se enquadra no acordo para estabelecer uma pausa de duas semanas nas hostilidades com o Irã, condicionada à reabertura do Estreito de Ormuz e voltada a facilitar negociações diplomáticas em meio à recente escalada do conflito na região.
Segundo publicação de Trump na rede Truth Social, a decisão foi tomada após conversas com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir. Eles teriam solicitado que os EUA detivessem "a força destrutiva" que, reiterou o norte-americano, estava prevista para ocorrer nesta terça-feira contra o Irã.
"Conforme conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais me solicitaram que suspendesse a força destrutiva que seria enviada esta noite contra o Irã, e sujeito a que a República Islâmica do Irã aceite a abertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz, aceito suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas", anunciou o mandatário.

Em paralelo, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou sua própria versão do acordo. Foi assegurado que os Estados Unidos "viram-se obrigados a aceitar" um plano de 10 pontos impulsionado por Teerã, o qual classificou como uma "vitória" frente a Washington.
Segundo esse comunicado, o entendimento incluiria compromissos como a não agressão, a manutenção do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, a aceitação do enriquecimento de urânio, a suspensão de sanções, a anulação de resoluções internacionais e o pagamento de uma indenização, pontos que não foram confirmados por autoridades norte-americanas.
Além disso, Teerã afirma que o acordo também inclui a retirada das forças de combate norte-americanas da região e o fim da guerra em todas as frentes, incluindo a luta contra a resistência islâmica no Líbano.
Ataques contra o Irã
Na madrugada de sábado (28), Israel e os EUA iniciaram uma agressão conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Como retaliação, Teerã lançou dezenas de ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e contra bases americanas em países do Oriente Médio.
Além disso, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, elevando os preços dos combustíveis.
- O ultimato de Trump para que o Irã aceite um acordo se encerra nesta terça-feira (7), às 21h (horário de Brasília). Caso contrário, o presidente promete fazer com que "uma civilização inteira" desapareça.
