Irã ameaça os EUA e seus aliados de privar o acesso ao petróleo e gás da região 'durante anos'

Iranianos garantiram que continuarão os ataques contra infraestruturas "militares, de segurança e econômicas" israelenses e contra centros vinculados aos EUA.

O Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya do Irã comunicou nesta terça-feira (7) que agirá contra infraestruturas dos Estados Unidos e de seus aliados para privá-los "durante anos" do petróleo e do gás da região, e obrigá-los a sair da região.

O comunicado também reforça que os ataques contra infraestruturas "militares, de segurança e econômicas" israelenses e contra alvos vinculados aos EUA vão continuar. Forças navais e aeroespaciais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) iniciaram "desde o amanhecer" uma nova onda de lançamentos de mísseis, em resposta a ataques contra infraestruturas do país.

Segundo o CGRI, os ataques incluíram "bases e interesses" norte-americanos na região, "centros de comando" e concentrações de militares israelenses em "territórios ocupados", por meio de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones.

Detalhou-se que foram atingidos "de maneira eficaz" dois complexos petroquímicos na Arábia Saudita: um em Al Jubail, atribuído à Sadara, ExxonMobil e Dow Chemical, e outro em Al Juaymah, atribuído à Chevron Phillips, com mísseis de médio alcance e drones.

Além disso, um navio porta-contêineres israelense foi atingido por um míssil quando, segundo a declaração, se dirigia para transportar equipamento militar através do porto de Khorfakkan, nos Emirados Árabes Unidos, e do Estreito de Ormuz.

Da mesma forma, indicou-se que o Exército iraniano atacou com drones o "centro de reparação e manutenção" da Marinha norte-americana no porto de Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos, e sistemas de radar e destacamentos americanos na base aérea Ahmad al Jaber, no Kuwait.

Ataques contra o Irã