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Irã ameaça os EUA e seus aliados de privar o acesso ao petróleo e gás da região 'durante anos'

Iranianos garantiram que continuarão os ataques contra infraestruturas "militares, de segurança e econômicas" israelenses e contra centros vinculados aos EUA.
Irã ameaça os EUA e seus aliados de privar o acesso ao petróleo e gás da região 'durante anos'Gettyimages.ru / Hamza Z. H. Qraiqea/Anadolu

O Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya do Irã comunicou nesta terça-feira (7) que agirá contra infraestruturas dos Estados Unidos e de seus aliados para privá-los "durante anos" do petróleo e do gás da região, e obrigá-los a sair da região.

O comunicado também reforça que os ataques contra infraestruturas "militares, de segurança e econômicas" israelenses e contra alvos vinculados aos EUA vão continuar. Forças navais e aeroespaciais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) iniciaram "desde o amanhecer" uma nova onda de lançamentos de mísseis, em resposta a ataques contra infraestruturas do país.

Segundo o CGRI, os ataques incluíram "bases e interesses" norte-americanos na região, "centros de comando" e concentrações de militares israelenses em "territórios ocupados", por meio de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones.

Detalhou-se que foram atingidos "de maneira eficaz" dois complexos petroquímicos na Arábia Saudita: um em Al Jubail, atribuído à Sadara, ExxonMobil e Dow Chemical, e outro em Al Juaymah, atribuído à Chevron Phillips, com mísseis de médio alcance e drones.

Além disso, um navio porta-contêineres israelense foi atingido por um míssil quando, segundo a declaração, se dirigia para transportar equipamento militar através do porto de Khorfakkan, nos Emirados Árabes Unidos, e do Estreito de Ormuz.

Da mesma forma, indicou-se que o Exército iraniano atacou com drones o "centro de reparação e manutenção" da Marinha norte-americana no porto de Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos, e sistemas de radar e destacamentos americanos na base aérea Ahmad al Jaber, no Kuwait.

Ataques contra o Irã

  • Na madrugada de sábado (28), Israel e os EUA iniciaram uma agressão conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.

  • Como retaliação, Teerã lançou dezenas de ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e contra bases americanas em países do Oriente Médio.

  • Além disso, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, elevando os preços dos combustíveis.

  • O ultimato de Trump para que o Irã aceite um acordo se encerra nesta terça-feira (7), às 21h (horário de Brasília). Caso contrário, o presidente promete fazer com que "uma civilização inteira" desapareça.