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Irã afirma estar preparado para 'todos os cenários' horas antes do fim do ultimato de Trump

O primeiro vice-presidente do país afirmou que Teerã concluiu um planejamento detalhado das medidas necessárias diante de todos os possíveis desdobramentos da escalada.
Irã afirma estar preparado para 'todos os cenários' horas antes do fim do ultimato de TrumpGettyimages.ru / Morteza Nikoubazl/NurPhoto / Gettyimages.ru

O primeiro vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, afirmounesta terça-feira (7), que o governo concluiu um planejamento detalhado das medidas necessárias para todos os cenários, em meio à agressão israelense-americana contra o país persa.

"A segurança nacional e a estabilidade das infraestruturas são objeto de nossos cálculos precisos. O governo concluiu, com todos os detalhes, as medidas necessárias para todos os cenários", afirmou a autoridade em suas redes sociais.

"Nenhuma ameaça está além de nossa preparação e controle. Com confiança na solidez do Irã, mantenham a calma. Sem dúvida venceremos", enfatizou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma nova advertência ao Irã no contexto de escalada, ao lembrar que o prazo estabelecido para que o país reabra o Estreito de Ormuz expira na noite de terça-feira.

"Toda uma civilização desaparecerá esta noite, para nunca mais voltar. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", escreveu.

  • No domingo, o presidente lançou um ultimato ao Irã, estabelecendo um prazo específico para um acordo sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. "Terça-feira, 20h, horário do Leste!", ameaçou.
  • Essa retórica agressiva de Trump ocorreu um dia após um ultimato de 48 horas à República Islâmica, posteriormente adiado, para alcançar um acordo ou reabrir a importante rota marítima. Na ocasião, ele também advertiu que, em caso de descumprimento, "o inferno" seria desencadeado sobre o Irã.
  • Teerã, por sua vez, afirmou que o Estreito de Ormuz jamais voltará a ser como antes, especialmente para Washington e Tel Aviv. As autoridades iranianas também disseram estar preparando uma "nova ordem" no Golfo Pérsico e reiteraram que não renunciarão ao seu programa nuclear pacífico.