
Divisão na base? Trump chama jornalista conservador de 'tolo' após críticas à agressão ao Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump descreveu, nesta terça-feira (7), Tucker Carlson como uma pessoa de baixo coeficiente intelectual, em meio às críticas do jornalista conservador à agressão ao Irã.
"Tucker é uma pessoa com um coeficiente intelectual baixo, que não faz ideia do que está acontecendo", disse Trump à jornalista Caitlin Doornbos, do New York Post, ao ser questionado sobre as recentes declarações de Carlson.
Segundo o mandatário, o comentarista tenta telefonar "o tempo todo", mas ele rejeita as ligações. "Gosto de tratar com pessoas inteligentes, não com tolos", acrescentou.
Entenda:
Em programa disponibilizado na segunda-feira (6), Carlson fez duras críticas ao presidente, afirmando que "cristãos precisam entender" para onde suas ações estão levando o país. Citando uma postagem em que Trump exige a abertura da "p*rra do Estreito de Ormuz", o jornalista disparou:

"Como você ousa falar dessa forma na manhã de Páscoa ao país? Quem você pensa que é? Você está publicando palavrões na manhã de Páscoa".
Na visão do jornalista, a postagem, e os subsequente ataques, poderiam entrar para a história como "o primeiro passo rumo a uma guerra nuclear".
"Isso é apenas uma escalada convencional em uma guerra mal planejada [...] ou pode ser algo maior? É possível que o que você está vendo seja um ataque muito discreto, porém incrivelmente eficaz, contra aquilo que, de uma perspectiva cristã, é a verdadeira fé: a crença em Jesus?", disparou Tucker.
Após a agressão dos EUA e de Israel, o Irã bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, e anunciou que "nem uma única gota de petróleo" deixaria a região por via marítima, o que impulsionou os preços dos combustíveis.
O presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu um ultimato ao Irã no domingo (5), estabelecendo um prazo específico para que se chegue a um acordo sobre a reabertura do estreito de Ormuz. "Terça-feira (7), 20h (horário do leste dos EUA)!", escreveu.
Por sua vez, Teerã afirma que o canal "nunca mais será o que era", especialmente para Washington e Tel Aviv. Autoridades iranianas declararam que estão preparando uma "nova ordem" no Golfo Pérsico.
