
Iranianos se mobilizam para formar escudos humanos ao redor de usinas

Iranianos formaram escudos humanos ao redor de usinas de energia em ato simbólico para demonstrar apoio às centrais elétricas do país, que vêm se tornando alvos de ataques dos EUA e de Israel, informou, nesta terça-feira (7), a agência Fars.
A iniciativa faz parte de um movimento nacional para proteger as infraestruturas civis críticas do país persa.
Como parte da mobilização, o renomado músico e compositor iraniano Ali Ghamsari anunciou, em suas redes sociais, que se posicionaria na Usina de Ciclo Combinado de Damavand, responsável pelo abastecimento de quase metade da energia de Teerã.
"Com meu tar [instrumento de cordas], serei um escudo para a eletricidade de 40% de Teerã", declarou, segundo o jornal Tehran Times.

Ele ainda afirmou desejar que "a luz da minha própria vida se extinga antes que uma fase mais grave da guerra de infraestrutura apague as luzes dos lares do meu país"."Espero que meus olhos jamais vejam sequer um centímetro do nosso solo sendo separado", completou.
Segundo a Sky News, o movimento atende a um pedido do vice-ministro da Juventude e Esportes do Irã, Alireza Rahimi, que teria convocado "todos os jovens, atletas, artistas e estudantes" a se reunirem perto das usinas.
A matéria cita ainda a agência Al Jazeera, confirmando que outros oficiais iranianos fizeram convocações semelhantes. A reportagem nega que a mobilização tenha relação com o prazo de um ataque iminente dado por Donald Trump.
O mandatário dos EUA prometeu, nesta terça-feira (7), em seu perfil na rede Truth Social, que esta noite "uma civilização inteira desaparecerá para nunca mais voltar", referindo-se a um possível ataque contra o Irã que, segundo ele, destruirá todo o país.
Trump faz ameaças ao Irã
- No domingo (5), Trump deu um ultimato ao Irã, estabelecendo uma data específica para que o país chegasse a um acordo sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. "Terça-feira, 20h, horário do leste!", disse ele.
- Essa retórica agressiva de Trump veio um dia após seu ultimato de 48 horas à República Islâmica, posteriormente adiado, para que o país chegasse a um acordo ou reabrisse a importante via marítima. Ele também advertiu que o não cumprimento do ultimato desencadearia "o inferno" sobre o Irã.
- Teerã, por sua vez, promete que o Estreito de Ormuz jamais será o que era, especialmente para Washington e Tel Aviv. As autoridades iranianas também afirmaram que estão preparando uma "nova ordem" no Golfo Pérsico. Além disso, o Irã reiterou diversas vezes que não abandonará seu programa nuclear pacífico.
