
Inteligência artificial elimina 16 mil empregos por mês nos EUA, aponta estudo

Segundo pesquisa do Goldman Sachs, citada pela Fortune na segunda-feira (6), a inteligência artificial (IA) substituiu, em média, 16 mil funcionários por mês em 2025 nos Estados Unidos.

Os mais atingidos pela IA no mercado de trabalho são a Geração Z e os trabalhadores iniciantes. O uso dessa tecnologia pelas empresas eliminou aproximadamente 25 mil vagas por mês em 2025, enquanto o aumento de contratações temporárias gerou 9 mil novos postos de trabalho.
Até o momento, a IA se manifesta no ambiente de trabalho de duas maneiras: substituição, quando a tecnologia assume funções antes exercidas por trabalhadores, e aumento de produtividade, quando há o incremento da tecnologia.
Indicadores preocupantes para a Geração Z
Nas ocupações mais expostas ao uso de IA, a diferença na taxa de desemprego entre trabalhadores iniciantes (menos de 30 anos) e trabalhadores mais experientes (de 31 a 50 anos) aumentou drasticamente em comparação com o período anterior à pandemia de Covid-19. Da mesma forma, a diferença salarial aumentou, chegando a 3,3%.
Essa dinâmica se explica pela forma como a Geração Z entra no mercado de trabalho. Os funcionários dessa faixa etária estão desproporcionalmente concentrados em cargos com funções administrativas e tarefas rotineiras de escritório, como entrada de dados, atendimento ao cliente e suporte jurídico. Esses trabalhos são os mais fáceis de serem substituídos por IA.
Além disso, eles não possuem a experiência e o discernimento profissional que protegem os trabalhadores mais experientes.
No entanto, os pesquisadores apontam que a situação real pode ser diferente de seus cálculos, já que não incluíram todos os indicadores em seu estudo. Eles também enfatizam que a Geração Z é mais proficiente no uso de IA. O problema reside no fato de o processo de integração da IA ser muito rápido, enquanto a criação de novas oportunidades é mais lenta e pode exigir habilidades diferentes.

