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Gigante chinesa entra na 'lista suja' do trabalho escravo no Brasil após escândalo trabalhista

Montadora de veículos foi incluída em cadastro oficial do Ministério do Trabalho após investigação sobre condições degradantes e análogas à escravidão em obras na Bahia.
Gigante chinesa entra na 'lista suja' do trabalho escravo no Brasil após escândalo trabalhistaGettyimages.ru / VCG/VCG

O Ministério do Trabalho e Emprego incluiu na segunda-feira (6) a filial brasileira da montadora chinesa BYD na atualização do Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como "lista suja". A decisão ocorre após o escândalo trabalhista envolvendo a construção da fábrica da empresa no estado da Bahia.

Segundo autoridades brasileiras, a empresa foi responsabilizada por submeter trabalhadores chineses a condições "degradantes" durante as obras do empreendimento.

Em dezembro de 2025, a BYD e empresas contratadas firmaram acordo com o Ministério Público do Trabalho para o pagamento de R$ 40 milhões em indenizações. O entendimento, porém, não anulou o registro administrativo resultante da fiscalização trabalhista, já que não houve acordo específico com os auditores responsáveis pelo processo.

Por esse motivo, a montadora foi mantida no cadastro oficial.

Como funciona a 'lista suja'

O registro reúne pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas administrativamente após esgotarem o direito de defesa em duas instâncias, segundo a imprensa. Os nomes permanecem na lista por dois anos, com possibilidade de saída antecipada caso seja firmado um acordo de regularização e haja inclusão em lista de monitoramento.

A presença no cadastro não gera sanção automática, mas funciona como referência para instituições financeiras em análises de risco e concessão de crédito.

A nova atualização divulgada pelo Ministério do Trabalho acrescentou 169 novos nomes, elevando o total de empregadores registrados para 613.