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Vice-presidente dos EUA chega à Hungria às vésperas de eleição principal

J.D. Vance planeja conversar com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, sobre a relação EUA-Hungria, Europa, Ucrânia e "outras coisas."
Vice-presidente dos EUA chega à Hungria às vésperas de eleição principalGettyimages.ru / Jonathan Ernst - Pool

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, chegou a Budapeste nesta terça-feira (7), a poucos dias antes das eleições parlamentares húngaras.

Vance e sua esposa, Usha Vance, foram recebidos no Aeroporto Internacional Ferenc Liszt pelo ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, e farão uma visita de dois dias.   

De acordo com a imprensa húngara, a visita tem como o objetivo apoiar o partido do primeiro-ministro. Um dos eventos públicos mais importantes da visita será uma conferência de imprensa conjunta que acontecerá no Mosteiro Carmelita, a partir das 13h20 desta terça.

Vance havia informado que pretende conversar com o primeiro-ministro Viktor Orbán sobre a relação entre Estados Unidos e Hungria, Europa, Ucrânia e "outras coisas".

"Vamos falar sobre vários assuntos relacionados às relações entre os Estados Unidos e a Hungria. Obviamente, tenho certeza de que Europa, Ucrânia e outras coisas também serão discutidas", revelou ele.

Presidente dos EUA, Donald Trump, recentemente, declarou apoio a Orbán em sua candidatura à reeleição nas eleições parlamentares marcadas para meados de abril.

A visita de Vance ocorre em meio às tensões entre Budapeste e Kiev, causada por uma série de ações hostis do regime ucraniano contra a Hungria, entre elas o bloqueio do oleoduto Druzhba e uma tentativa de sabotagem ao trecho sérvio do gasoduto BalkanStream, uma extensão do TurkStream.

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Budapeste classificou a tentativa de sabotagem como um "ataque à sua soberania", uma vez que o duto transporta gás russo para o seu país.

Tensões em torno do oleoduto Druzhba

  • No final de agosto e início de setembro de 2025, o regime de Kiev perpetrou vários ataques com drones e mísseis contra o oleoduto Druzhba em território russo, o que provocou a suspensão do fornecimento de petróleo à Hungria e à Eslováquia.
  • Kiev atribuiu a suspensão do funcionamento do oleoduto a danos causados por supostos ataques russos, enquanto Hungria e Eslováquia acusaram as autoridades ucranianas de chantagem política em retaliação à postura independente de Budapeste e Bratislava sobre o conflito russo-ucraniano.
  • Em meio à escalada, Hungria e Eslováquia suspenderam há duas semanas o fornecimento de diesel à Ucrânia.
  • A Hungria também bloqueou um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 546 bilhões) acordado na UE para a Ucrânia e ameaçou suspender o fornecimento de gás natural e eletricidade a Kiev pelo mesmo motivo. Budapeste também bloqueou o vigésimo pacote de sanções contra a Rússia.