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Premiê da Eslováquia alerta sobre 'ameaças' de Kiev a Europa

Robert Fico afirmou que a UE deveria cessar seu apoio ao regime ucraniano ao ver "ações realmente prejudiciais" por parte de sua liderança política, mencionando ataques contra infraestruturas energéticas.
Premiê da Eslováquia alerta sobre 'ameaças' de Kiev a EuropaGettyimages.ru / Robert Nemeti

O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, afirmou nesta segunda-feira (6) que os países da União Europeia (UE) já podem "ver ao vivo" como a Ucrânia se comportaria caso se tornasse membro do bloco, sustentando que Kiev poderia até "ameaçar" os europeus com sua experiência militar.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o premiê denunciou que Bruxelas "tolera" ataques ucranianos contra sua infraestrutura energética, o que, na atual crise agravada pela guerra contra o Irã, representa um "suicídio energético".

"Os principais atores da União Europeia agora podem ver ao vivo como a Ucrânia se comportaria se se tornasse membro da UE", afirmou Fico em mensagem. "Para que não aconteça de também nos ameaçarem com sua experiência militar se não receberem o que vão exigir", acrescentou.

Nesse sentido, Fico criticou a possibilidade de a UE conceder à Ucrânia um empréstimo de 90 bilhões de euros e afirmou que Bruxelas deveria rejeitar a medida ao observar as "ações realmente prejudiciais da liderança política ucraniana". Também declarou que a Eslováquia não participa desse empréstimo e classificou como "flagrante" o que descreveu como "zombaria" da Ucrânia em relação à Europa.

Fico acusou o regime de Kiev de ter sabotado o gasoduto Nord Stream e, posteriormente, desconectado a Eslováquia e a Hungria — e, com isso, a Europa Central — do fornecimento de petróleo, além de interromper o abastecimento de gás e atacar infraestruturas energéticas, o que, segundo ele, compromete a segurança energética europeia.

"Junto com a Hungria e outros países, lutamos para retomar o fornecimento pelo oleoduto Druzhba. E buscamos abrir os olhos da Comissão Europeia, que literalmente bate recordes mundiais de incompetência e cegueira ideológica", afirmou Fico, acrescentando que Bratislava e Budapeste vêm denunciando "os passos hostis" do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, contra países da UE e contra o bloco como um todo.

literalmente inacreditável como o presidente ucraniano se comporta diante dos pedidos da UE para que não ataque a infraestrutura de gás e petróleo", concluiu.

  • Autoridades de Budapeste denunciaram em diversas ocasiões que o regime de Kiev tenta interferir no processo eleitoral húngaro por meio do financiamento do partido Tisza e de "chantagem política", através do bloqueio do fluxo de petróleo pelo oleoduto Druzhba, que atravessa território ucraniano e abastecia a Hungria e a Eslováquia com petróleo russo.
  • Embora Kiev tenha atribuído a interrupção do funcionamento do oleoduto a danos causados por supostos ataques russos, Hungria e Eslováquia afirmam que se trata de uma retaliação por sua postura independente em relação ao conflito russo-ucraniano.
  • Em meio a essas tensões, Budapeste e Bratislava suspenderam o fornecimento de diesel à Ucrânia.